terça-feira, 31 de julho de 2012

Tem dias que...


Tem dias que vivemos tantas emoções que fica difícil qualificar o seu resultado. A gente acorda sem esperar muita coisa, seguindo a rotina de sempre, com a soma de cansaço do resto da semana, ouve um monte de coisas sem sentido e outras que te fazem pensar.

Em uma certa hora do dia, você se depara com citações de alguém que acha que te engana com seu discurso viscoso, te elogiando naquilo que não tem importância e te diminuindo quando aumenta o compromisso dela contigo.

Eu acho que quanto mais cansamos, melhor percebemos a idiotice alheia e ficamos cada vez mais intolerantes, só pode ser isso.

Tem dias que viro um poço de rispidez e descaso. Até me sinto mal por não poder evitar. Parece que dizer “bom dia” é uma grande demonstração de falsidade da minha parte.

Tem dias que a gente pensa até em desistir, mas percebemos que nem esse direito temos. Pois a causa de nossos maiores problemas é justamente aquilo que mais dependemos.

A gente sonha com um monte de coisas que não dependem de grana para realizar, mas passamos a maior parte da vida atrás de dinheiro.

Tem dias que, mesmo passando por tudo isso, nas últimas horas de resistência que sobraram, alguém te conta uma experiência positiva, um incentivo gratuito e intenso, que dá até vontade de chorar. Mas aí vem aquela confusão na mente, no coração, seja lá onde isso está, que faz a gente pensar um pouco em tudo que aconteceu e ao invés de melhorar, piora, pois não chega a conclusão alguma, você cria mais um monte de dúvidas e não sabe realmente o que tudo aquilo significa, mas que a única vontade é de desabafar.

Tem dias que eu fico falando coisas como se todo mundo vivesse aquilo também, mas que besteira, ninguém vive isso, estou falando só de mim. 


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cultura “nas coxas”

Não vejo muito sentido em menosprezar o TCHU TCHA, o Tche Tche rê rê e qualquer lê lê lê, por pessoas que se acham cultas, que fazem o que consideram de bom gosto e não consquistaram nada com isso.

Se uma pessoa não consegue explorar o mercado nem com algo idiota, que dirá construir algo de bom gosto para ser apreciado.
É difícil de aceitar, mas se aquilo que fazemos e que consideramos bom não dá resultado, é óbvio que não é bom, está na cara.

Quem disse que fazer sucesso com algo que não agrega valor à sociedade é fácil? Nós fazemos várias coisas do gênero todos os dias e nem por isso ficamos famosos.

Estou usando a música apenas como exemplo. Mas isso é válido para qualquer outra área da nossa vida. Acredito que todo esforço agrega valor ao ser humano, seja numa rima engraçada ou em uma jornada diária na capina de um campo, o que importa é querer evoluir.

O que mais agrega valor: Se formar em uma faculdade renomada, passar em um concurso, viver a vida em uma repartição trabalhando pouco, ganhando bem, podendo comprar um carro legal e uma casa ou cantar “Ai se eu te pego” em Paris, Milão, Nova Iorque, beber vinho do Porto, conhecer as mais belas paisagens e culturas do mundo, ser pago MUITO BEM para isso, conhecer milhares de pessoas e ter dinheiro para possivelmente estudar o que quiser, comprar o que quiser, dar um futuro estável para toda sua família?

De que adianta o romantismo profissional e cultural, se isso não te trouxer aquilo que você sempre sonhou? Aquela casa em um lugar legal, um carro do ano, algumas viagens internacionais e uma estabilidade financeira.

Acredito que o problema da sociedade não é necessariamente a alienação das pessoas, pois quando conseguirem sucesso na carreira, vão “cagar e andar” para o resto, se sentirão até mais importante que os outros. O problema na verdade, é não ter o que o outro conseguiu, simples assim.

Que tal fazer algo bem idiota que faça sucesso em todo o país, conseguir aquela grana e depois sumir? Você é capaz? Aí depois, você banca a melhor preparação profissional que desejar ou quem sabe abrir aquela instituição de caridade que tanto sonhou? (¬¬

Particularmente, troquei o romantismo pelo objetivo. Percebi que tudo que preciso para me sentir bem, é uma família, saúde e dinheiro. E não dá para cuidar do primeiro e do segundo se já não tiver o terceiro item. Então, não importa como farei para o conseguir, se for dentro dos padrões legais, eu topo. Não só topo, como torço por uma inspiração tão fútil ao ponto de me tornar bem sucedido.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Contradições

De tanto sofrer, uma pessoa me perguntou o que faço quando alguém erra comigo e um relacionamento se acaba. Eu, pouco ortodoxo, respondi que nada faço, que apenas escolho não sofrer.

- “Mas eu estou falando de alguém que você ama, não de uma pessoa qualquer!”

- “Bom, para uma pessoa qualquer, eu não preciso nem ter escolhas, apenas não sofro”

-“Ah pára, então você não ama ninguém!”

-“Me responde uma coisa. Quais coisas uma pessoa tem que fazer por você, para que considere que ela te ama de verdade?”

-“Bom, ela tem que me respeitar, ser fiel, me dar carinho, ter paciência e agir sempre como um casal.”

-“Pois é, você acabou de definir o que é o amor para você e não incluiu o sofrimento como parte dele, mas me questionou por eu amar sem escolher sofrer.”

Se o sofrimento fosse uma sensação dentro do amor, quando não se tivesse mais amor, também não haveria sofrimento. Descartando sua relação nas duas situações.

Sofrer por amor é uma escolha, bem similar à preocupação. As pessoas, inconscientemente desejam que “aquela” situação melhore e não sabem o que fazer, portanto perdem seu tempo sofrendo e se “pré-ocupando”.

Não perde tempo quem pensa, muito menos quem SE questiona.

Torne simples.