quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Não me mate de amor

Não me mate de amor por tanto quanto te desejo
Me liberte desse instinto que persiste em possuir-te
Pois me torno tão selvagem quando sinto o seu cheiro

Deliciei-me em seu corpo
Que me enfeitiça pelos olhos
E me entorpece pela boca
Quando sinto o doce do seu gosto

Por tais pecados fui condenado
Sem escolher por si só senti-los
Ao mesmo tempo em que sou errado
Serei seu anjo, um anjo perdido.

Que esse amor dure em um consenso pervertido
Porquanto agora jazem as leis da hipocrisia
E renasce o desejo desvairado e sem juízo
Da pureza irracional de um animal

Tu és minha fortaleza e eu, seu prisioneiro
Quando enrolo seus cabelos como corrente em minhas mãos.
A cada suor da fúria em gozo, torno-me mais o seu cativo
E a cada som de seus gemidos, entrego mais meu coração.